Tratamento
 

A AIDS é uma doença que não possui tratamento definitivo, mais existem maneiras de driblar o vírus: os coquetéis inibidores - uma carga diária de comprimidos que agem de duas formas: impedem a replicação do HIV bloqueando a enzima transcriptase e inibem a produção de protease, agindo no último estágio de formação do HIV, impedindo a ação da enzima que é fundamental para a formação da cadeia protéica produzida pela célula viral.

Com a chegada do coquetel, a contaminação pelo HIV passou a ser encarada pelos médicos - e também deveria ser pelas outras pessoas - como uma doença crônica, em que o infectado tem que se submeter a tratamentos e tomar o coquetel todos os dias. Com isso, o diagnóstico de contaminação pelo HIV deixou de ser considerado uma "sentença de morte".

Apesar de o coquetel significar uma grande melhoria na qualidade de vida dos portadores de HIV, ele não é a cura nem a solução final para a doença. O que dificulta o tratamento é o fato do vírus se "esconder" no organismo - pode ficar incubado de três a dez anos - e sofrer mutações. Existem dois tipos conhecidos, o HIV-1 e HIV-2. O primeiro, isolado em 1983, é dividido em nove subtipos. O HIV-2 foi isolado em 1985 e carrega cinco subtipos. As mutações ocorrem na duplicação do HIV. Surgem vírus mais potentes e imunes à medicação que está sendo administrada.

Além de lidar com os diferentes tipos de vírus os médicos possuem outros inimigos. O coquetel estabiliza o quadro da doença e diminui a carga viral para números quase imperceptíveis, mas pode produzir efeitos colaterais, como náuseas, danos nos rins e no fígado. A solução para esses efeitos parece inusitada: a suspensão temporária dos medicamentos. A intenção ao usar essa tática é fazer com que o organismo não se "esqueça" que tem um inimigo a combater e assim fortalecer o sistema imunológico do paciente.